O que você não sabia sobre análise de crédito de pessoa jurídica

A análise de crédito pessoa jurídica é um procedimento que deve ser realizado sempre que um cliente solicitar um crédito. Esse processo é feito para minimizar os casos de inadimplência na empresa, evitando que o cliente não cumpra com a sua promessa de pagamento.

No geral, a análise segue um procedimento padrão que costuma ser usado por todas as empresas que atuam na concessão de crédito. Os passos mais comuns são os seguintes:

  • analisar o perfil econômico do cliente;
  • cruzar suas informações financeiras;
  • aprovar ou não o crédito;
  • definir seus limites.

A diferença é que as empresas utilizam seus próprios critérios para realizar cada etapa do processo. Com isso, é possível se deparar com informações novas ou que simplesmente não foram percebidas. Para evitar surpresas nessa atividade tão delicada para as partes envolvidas, mostraremos o que você não sabia sobre análise de crédito pessoa jurídica. Acompanhe!

O que é análise de crédito pessoa jurídica?

Crédito é um ato de confiança. É quando uma empresa concede um valor a outra, mediante promessa de pagamento. No entanto, a relação entre as empresas não está baseada na amizade, mas sim em um relacionamento de negócios. Sendo assim, ambas as partes precisam uma da outra para dar prosseguimento às suas atividades comerciais. As relações financeiras, ou de crédito:

  • Estimulam as atividades econômicas;
  • Aumentam o nível da atividade da empresa;
  • Estimulam o consumo;
  • Influenciam na demanda;
  • Facilitam a execução de projetos e etc.

Para que tudo isso aconteça, quem tem mais empresta a quem tem menos. A empresa financeira não pode retirar o recurso de seu orçamento e emprestar para outra empresa sem que tenha uma garantia de retorno e seja beneficiada. Por isso, além de realizar uma análise de crédito pessoa jurídica, o valor emprestado será devolvido com uma cobrança de juros.

Como é feita a análise de crédito de pessoa jurídica?

A análise de crédito de pessoa jurídica é uma avaliação minuciosa de diversas informações que envolvem a vida financeira do cliente. Essa análise será responsável por determinar se o cliente deve receber o crédito e se poderá cumprir com a sua promessa de pagamento. Normalmente, as informações avaliadas são:

  • Proposta de crédito do solicitante;
  • Balancetes;
  • Faturamentos;
  • Questionário de avaliação;
  • Resumo da situação de balanço;
  • Ramo da atividade em que atua; entre outros.

Além disso, o departamento que faz a análise de crédito pessoa jurídica faz uma avaliação com três objetivos principais:

Análise retrospectiva: avalia o desempenho histórico do cliente, identifica os riscos de sua atividade e como foram atenuados ou contornados no passado. Essa avaliação procura apresentar fatores que possam denunciar as dificuldades que o cliente poderá passar caso o crédito seja concedido.

Análise de tendências: avalia a condição financeira futura do cliente com base no crédito solicitado e outras situações relacionadas a finanças, como novos créditos ou situações de crises. Essa avaliação vai mostrar qual é a tendência do cliente assumir os seus compromissos financeiros em caso de instabilidade orçamentária.

Capacidade creditícia: com base nas informações apresentadas pelas análises anteriores, a capacidade creditícia é a conclusão sobre o crédito do cliente. Aqui, deve-se chegar ao entendimento de qual o valor o cliente pode receber de forma segura para os envolvidos.

A análise de crédito pessoa jurídica é um processo que envolve o levantamento das informações e dados financeiros do cliente, levando em consideração os riscos que a concessão pode causar para a empresa. Por isso, diversos aspectos são pontuados e podem causar uma certa demora na resposta sobre a aprovação.

Por outro lado, existem fatores rotineiros da empresa que influenciam na análise de crédito pessoa jurídica e que podem ser desvalorizados ou até não serem considerados. Vamos ver quais são, a seguir:

1. A equação do risco de crédito

Após a avaliação do perfil de crédito do cliente, a empresa chegará ao valor que pode ser concedido. Nesse caso, trabalhar com uma margem de segurança vai ajudar a minimizar os casos de atrasos, falta de pagamento e até inadimplência. Três perguntas simples podem ajudar a construir o limite do risco de crédito:

  • Qual valor o cliente merece de crédito?  – determinado pela avaliação;
  • Quanto podemos ofertar de crédito ao cliente?  – considera o risco para a empresa;
  • Quanto devemos liberar de crédito ao cliente? – define um valor seguro.

2. Linhas de crédito

A definição de linhas de crédito auxiliam a empresa com uma resposta segura e convincente para o cliente. É possível determinar grupos de linha de crédito com valores definidos. Por exemplo:

  • Grupo A: crédito de 10 mil a R$ 15 mil;
  • Grupo B: crédito de R$ 5 mil a 10 mil;
  • Grupo C: crédito de R$ 2 mil a R$ 5 mil.

Dessa forma, ao solicitar um crédito, o cliente é avisado sobre as linhas disponíveis na empresa. A análise automatizada determinará o grupo e a linha disponibilizada para cada perfil. Com isso, o relacionamento entre a empresa e o cliente não é abalado, diminui a chance de insistência dos solicitantes e a financeira trabalha com maior segurança.

3. Qualidade no atendimento

A qualidade no atendimento influencia tanto quanto qualquer outra atividade da empresa. Os profissionais devem tratar a todos os clientes de forma igual, independente do seu poder aquisitivo. Não se deve esquecer que o cliente pode ter um o crédito recusado hoje, por apresentar alguma restrição, mas daqui a alguns meses ou poucos anos pode ter a liberação do maior limite da empresa. Isso é muito comum em empresas que crescem rápido, como as startups.

Tratar a todos os clientes de forma educada, cordial e solícita vai garantir que retornem e indiquem a empresa para outros futuros clientes.

É importante lembrar que a concessão de crédito não é um benefício apenas para quem solicita. A empresa receberá o valor corrigido, com juros. Ou seja, não é caridade, mas sim uma relação totalmente comercial. Por isso, garanta um bom relacionamento com todos os seus contatos.

4. Desenvolvimento dos colaboradores

O desenvolvimento profissional dos colaboradores, muitas vezes, é deixado de lado e não é visto como uma prioridade. Essa atitude é um equívoco. A empresa perde a oportunidade de descobrir talentos e identificar oportunidades.

Um profissional treinado, que conhece os objetivos e metas da empresa, que está alinhado com o propósito do negócio e sabe usar as ferramentas da empresa é capaz de fechar vendas melhores. Isso faz com que as negociações sejam mais estratégicas e menos operacionais. Além disso, seu conhecimento contribui para a melhoria de diversos processos, principalmente na tratativa com o cliente.

A análise de crédito de pessoa jurídica é um procedimento burocrático e administrativo, mas que também sofre influência de aspectos gerenciais. Conhecer o impacto que a gestão da empresa causa nos processos de análise é uma oportunidade de identificar pontos de melhoria. Porém, isso só será possível quando os profissionais tiverem tempo para observar os processos ao seu redor.

A tecnologia é fundamental para automatizar processos manuais e proporcionar maior agilidade para as atividades. Descubra o que é automação comercial e como ela pode ajudar a sua análise de crédito pessoa jurídica.