Como fazer uma análise de crédito correta?

Como todo gestor bem sabe, a economia brasileira está enfrentando mais uma crise. A redução na oferta de emprego afeta negativamente o cenário econômico, principalmente em um mercado que a concessão de crédito é uma característica marcante.

Em momentos como esse, é fundamental que as empresas busquem maneiras de lutar contra a inadimplência, evitando que os números obtidos com as vendas não revelem uma situação desfavorável aos negócios.

Para melhorar os resultados e aperfeiçoar a qualidade das vendas e dos serviços prestados, é preciso cautela. Afinal, a saúde financeira da empresa deve ser uma prioridade do gestor — sendo que para alcançar esse patamar é essencial controlar as taxas de inadimplência do seu negócio.

Pensando nisso, preparamos um artigo com algumas dicas para que você faça uma análise de crédito correta, reduza as taxas de inadimplência e evite riscos para a saúde da empresa. Ficou interessado? Continue a leitura tire suas dúvidas!

As diferenças entre crédito e financiamento

Antes de tudo, é importante definir corretamente a diferença entre crédito e financiamento. Podemos definir o crédito como uma operação na qual a empresa disponibiliza um valor em dinheiro para seu cliente, enquanto escritura um montante igual a receber — acrescido dos juros.

Já uma proposta de financiamento consiste em planejar como os recursos serão gastos e para qual finalidade serão direcionados. Assim, quem o concede pode analisar mais especificamente a probabilidade de retorno ou não do recurso disponibilizado.

Os C’s do crédito

Na primeira parte de sua obra: “Como aplicar o conceito de risco na análise do crédito?”, Gustavo Cerbasi traz algumas dicas importantes sobre a análise do crédito correta, destacando os principais pontos a serem estudados antes de assinar esse contrato. O autor chama esses pontos de os 6 C’s do crédito, que são:

  1. caráter;
  2. capacidade;
  3. capital;
  4. colateral;
  5. condições;
  6. conglomerado.

Esses tópicos abordam, principalmente, a boa-fé do cliente, seu caráter e compromisso em quitar suas dívidas, sua capacidade de honrar avenças por meio dos negócios e outras questões.

O autor também considera aspectos como a estrutura do negócio do cliente, suas formas e níveis de produção/comercialização, além de aspectos gerenciais e administrativos, como a capacidade dos gestores de adaptação a ambientes adversos.

A solução para evitar inadimplência

É importante que a empresa planeje bem como fazer uma análise de crédito correta para os seus negócios. O gestor deve listar:

  • quais relatórios e documentos serão exigidos dos clientes (balanços, declarações de imposto de renda, holerites);
  • quais índices deverão ser calculados (índice de liquidez, de endividamento, taxa de retorno sobre investimento);
  • quais provedores de informação de dados deverão ser consultados;
  • e as referências do cliente — respeitando, é claro, os limites legais existentes.

cenário econômico deve sempre ser levado em consideração, então é importante permanecer atento a outros indicadores que possam influenciar, direta ou indiretamente, no futuro pagamento do crédito oferecido.

Caso o seu cliente pretenda investir em um negócio incerto para o momento, por exemplo, disponibilizar um valor de crédito elevado pode não ser uma boa estratégia.

É evidente que o crédito seja um importante meio para atravessar tempos de crise, mas, caso não seja bem administrado, pode se tornar mais um problema — e não uma solução.

Isso porque essa medida pode transmitir uma falsa sensação de segurança decorrente dos altos índices de vendas ou prestação de serviços. Porém, se tal avanço não for acompanhado pelo ingresso de recursos, o mal planejamento poderá levar a empresa a falência.

O papel da tecnologia em uma análise de crédito correta

Sabemos quão importantes são as medidas preventivas na hora da concessão de crédito, sobretudo em um cenário economicamente fragilizado em que os riscos de inadimplência só aumentam. Por isso, se valer de métodos inovadores para proceder com a análise de crédito é uma necessidade ainda mais presente hoje em dia.

Nesse contexto, a tecnologia dá uma grande contribuição, visto que já disponibiliza uma série de recursos para tornar o procedimento de análise mais detalhado, ágil e seguro para o empresário. Podemos citar como exemplos disso:

  • business intelligence;
  • machine learning;
  • big data;
  • sistemas de automação, entre outros.

Veremos, a seguir, como cada um desses conceitos são aplicados nos processos de concessão de crédito.

Business Intelligence

Na era da comunicação e da alta conectividade, uma gigantesca quantidade de informações circula diariamente por todos os cantos e meios de comunicação. Todo esse imenso volume de dados pode ser a base para o estabelecimento de parâmetros, realização de pesquisas, monitoramento da concorrência e do mercado como um todo. Essa estratégia é conhecida como Business Intelligence (BI).

No cenário da análise de crédito, o BI pode tornar o processo muito mais seguro e amplo, pois permite à empresa gerar estatísticas altamente confiáveis e pontuais a partir da coleta de informações que circulam pela rede, por exemplo.

Essa inteligência de negócios cria rotinas analíticas preditivas que são implementadas na análise de crédito. Confrontando os dados fornecidos pela empresa que solicita o crédito com as informações disponíveis no mercado, é possível garantir mais agilidade na análise, identificar mais facilmente os riscos da operação e embasar a tomada de decisão.

Machine learning

Um dos grandes benefícios trazidos pela tecnologia na análise de crédito é, sem dúvida, o melhor aproveitamento de dados e informações das empresas, seja interna ou externamente. A implementação de soluções capazes de coletar dados do mercado e da internet, por exemplo, é a chave para processos financeiros mais concretos e seguros.

Nesse ponto, o machine learning — ou aprendizado da máquina, em tradução literal — é um exemplo de recurso que está otimizando significativamente a análise de dados e a automatização de modelos analíticos importantes na concessão de crédito.

Por meio desse conceito, as empresas têm à disposição um sistema capaz de aprender de forma autônoma, conforme novas informações são obtidas em uma base de dados.

Assim, a análise de crédito, está sempre atualizada com a realidade de quem solicita, pois a tecnologia machine learning é capaz de gerar perfis analíticos e aprofundar na análise dos dados.

Big data

O big data está intimamente ligado aos conceitos apresentados nos tópicos anteriores. Big data é, hoje, a fonte de praticamente todas as informações e dados importantes para uma concessão de crédito segura.

Como praticamente tudo que fazemos possui conexão com a internet, é comum que dela se possa obter informações valiosas sobre empresas, indivíduos e o que mais for útil para a tomada de decisão. Para ter ideia da amplitude dos dados obtidos com essa ferramenta, atualmente, já se fala em utilização das redes sociais para auxiliar no processo de análise de crédito.

Sistemas de automação

Os sistemas de automação de crédito já não são novidade em muitos negócios, visto que a agilidade nesse processo é uma das principais demandas na hora de fidelizar clientes e aumentar as conversões, o que é conseguido a partir desses sistemas.

Apesar disso, um software de ponta é aquele capaz de aliar as tecnologias de big data, business intelligence e machine learning em um só contexto.

É a partir desses sistemas que as empresas podem, rapidamente, reunir informações sobre seus clientes, traçar perfis e gerir os riscos das suas operações de crédito. Seriam, pois, a base para uma análise de crédito correta e, também, uma estratégia essencial para o trabalho dos analistas.

E então? Gostou do post e deseja entender melhor sobre como implementar uma análise de crédito correta para seu negócio? Entre em contato com a equipe de especialistas da Deps Sistemas e conheça as soluções que preparamos para você!

Equipe DEPS Tecnologia.

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