Como reduzir a inadimplência na empresa em 4 passos

A crise econômica no Brasil já passou há muito tempo de prenúncio para realidade. Estamos vivendo em um período de turbulência que, nas previsões mais otimistas, só vai melhorar a partir do meio do ano que vem.

Com isso, a taxa de inadimplência no país bateu números recordes. Chegamos a ter, em abril de 2016, mais de 60 milhões de inadimplentes.

Sendo assim, uma política mais rígida na hora de conceder crédito pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso nos negócios. Veja no nosso post de hoje como reduzir a inadimplência na empresa e aprenda como manter a saúde financeira em dia!

1. Faça uma análise de crédito criteriosa

O intuito principal de uma análise de crédito deve ser não só conhecer a empresa-cliente, mas levantar a maior quantidade de informações possíveis sobre a sua atuação no mercado e como anda a sua saúde financeira. A ideia é, em verdade, conhecer todo o potencial financeiro do cliente. Ou seja, saber se as suas atividades, rendimentos e posição econômica são compatíveis com o crédito solicitado.

Para isso, a análise de crédito é o ponto de partida, visto que é o mecanismo utilizado para avaliar os riscos na concessão creditícia de forma detalhada e segura.

Sendo assim, adote medidas como:

  • faça uma consulta do perfil financeiro da empresa que solicita o crédito, procurando por pendências de pagamentos com outras companhias e instituições financeiras;
  • vá em busca de possíveis protestos, restrições financeiras, ou quaisquer outros indicativos de que essa empresa teve, tem ou poderá ter problemas financeiros.

A partir de uma análise criteriosa, você poderá avaliar as condições da organização que solicita o crédito — uma boa forma é classificá-las a partir do Cs do crédito — e entender qual o tamanho do risco de faltar com os pagamentos à sua empresa

A análise de crédito permitirá que você restrinja ou dificulte a concessão de crédito àquelas companhias que apresentam um alto risco. Vale mencionar que esse processo deve ser feito durante todo o período em que vocês manterem contrato, visto que a situação da solicitante pode mudar.

2. Valorize os bons pagadores

Existe uma maneira bastante eficiente de evitar a inadimplência e que atua no inconsciente do devedor. Estamos falando da valorização e do bom relacionamento com o cliente.

Quando a sua empresa tem uma política de valorização dos bons pagadores e estabelece uma relação de proximidade e parceria com eles, cria-se um vínculo maior e que ambas as partes vão querer manter.

Assim, é muito menos provável que um cliente se torne inadimplente de forma deliberada, pois ele respeita a sua empresa, se sente valorizado por ela e, por isso, fará o possível para manter o bom relacionamento.

Dessa forma, é essencial que você determine uma política de concessão de crédito que valorize os bons clientes — aqueles que honram seus débitos e contribuem para o sucesso do negócio. Por outro lado, também é primordial aplicar limites e mais restrições de créditos àqueles que não estão cumprindo com seus contratos.

Por exemplo, a quem faz os pagamentos antecipados ou em dia, você poderá oferecer descontos e parcelas mais flexíveis, poderá dilatar prazos de pagamento, em caso de necessidade urgente, poderá exigir menos garantias e comprovações para as liberações etc.

Isso, inconscientemente, ajuda a incentivar que seus devedores se esforcem para pagar com antecedência a fim de conseguir descontos maiores, de modo que sua empresa ganha garantindo uma taxa de inadimplência baixa.

3. Tenha o controle dos seus devedores

As empresas que conseguem assegurar um melhor ressarcimento das dívidas são aquelas que se preocupam em ter um “manual de cobrança”, determinando como agir frente aos casos de inadimplência.

É necessário agir de imediato no momento em que a empresa se tornar inadimplente. O primeiro passo é procurar saber o motivo do atraso no pagamento e tentar renegociar esta dívida.

Uma política de negociação sistematizada e ativa pode aumentar significativamente as taxas de retorno de crédito e ajudar o cliente a encontrar a melhor saída para a situação de insolvência.

Para isso, o recomendado, inicialmente, é investir em uma política baseada no diálogo, sendo flexível nas negociações tanto quanto possível. Tenha em mente diferentes propostas e as apresente ao cliente de forma amigável e respeitosa. O diálogo tem mais probabilidade de sucesso do que adotar, diretamente, métodos invasivos e constrangedores, como as ações judiciais.

Outro ponto que você pode trabalhar é no estabelecimento de limites para as negociações. Sabemos que é importante receber do cliente, mas isso não significa que você terá que sacrificar o crédito para conseguir. Então, seja estratégico e analise a viabilidade financeira do cliente, e também a da sua própria empresa. Assim conseguirá chegar a uma margem máxima que pode atingir durante as negociações, como descontos e dilação de prazos.

Contudo, caso o plano negociado não seja cumprido ou não se chegue a um acordo interessante para nenhuma das partes, é preciso tomar medidas mais drásticas. Neste caso, a via judicial, apesar de mais lenta, onerosa e desgastante, é a saída mais recomendada para se reaver valores em atraso, por meio de ações judiciais específicas.

4. Automatize seus processos

Que a análise de crédito antes do fechamento do negócio é importante, nós já discutimos. Porém, fazer essa análise e, ao mesmo tempo, manter um controle dos seus devedores por meio de processos manuais pode ser um grande atraso para a sua empresa.

Invista na automatização dos seus processos por meio de softwares que analisam o perfil das empresas solicitantes em tempo real e dão maiores garantias de que aquele contrato será cumprido.

Esses softwares trarão mais agilidade e fluidez para os processos de concessão creditícia da sua empresa, além de garantir mais estabilidade financeira, a partir do fornecimento de dados precisos e confiáveis para embasar as decisões.

Os impactos de uma taxa de inadimplência elevada em uma economia já fragilizada podem ser potencialmente prejudiciais, comprometendo as atividades do comerciante e da indústria. Por isso, em um momento tão delicado como esse, é preciso estar atento na hora de conceder crédito, para garantir que sua empresa não sofra com maus pagadores.

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Equipe Deps Tecnologia.

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