Indicadores que todo gestor de crédito deve acompanhar

O erro mais comum na gestão de crédito.
Muitos gestores olham para o faturamento e acham que estão olhando para o resultado. Mas faturamento alto não garante saúde financeira.

Você já sabe disso.
O problema é que, sem os indicadores certos, a gestão vira percepção, não direção.
Indicador não é número. É leitura.

A função de um indicador não é informar, é orientar decisão.
Se ele não muda o que você faz, ele não serve.

Os indicadores que realmente importam.

1. Índice de inadimplência
Não só o número bruto, mas a evolução dele.

Ele está aumentando?
Em quais perfis de cliente?
Em quais prazos?
Sem esse detalhe, você só enxerga o problema depois que ele aconteceu.

2. Prazo médio de recebimento (PMR)

Aqui você entende o tempo do seu dinheiro.

Quanto maior o prazo, maior a exposição ao risco.
E mais distante você está do seu próprio caixa.

3. Taxa de aprovação de crédito
Aprovar demais pode ser tão perigoso quanto reprovar demais.

Esse indicador mostra o equilíbrio (ou desequilíbrio) entre crescimento e segurança.

4. Ticket médio por perfil de cliente
Nem todo cliente traz o mesmo risco, nem o mesmo retorno.

Cruzar ticket com comportamento de pagamento é onde a estratégia começa a aparecer.

5. Perda por inadimplência

Aqui não tem romantização: é dinheiro que não voltou.

E mais importante do que o valor, é entender o padrão dessa perda.
O que ninguém te conta é que olhar indicador isolado é tão perigoso quanto não olhar nenhum.

A força está na leitura conjunta. É ali que você entende: se está vendendo bem, ou vendendo errado.
Conclusão, gestão de crédito não é sobre evitar risco, é sobre escolher qual risco faz sentido assumir.

E isso só é possível quando você tem clareza dos números que importam.

Simone Silvano
Deps – Além da análise de crédito

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