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A Governança Corporativa e a otimização da aprovação de crédito

A Governança Corporativa e a otimização da aprovação de crédito

A regularidade na atuação empresarial assume uma posição decisiva no mercado quando o assunto é a otimização da aprovação de crédito. O fato é que as companhias que concedem o crédito consideram menores os riscos quando a transação é realizada com empresas que trabalham apoiadas em planos de compliance e Governança Corporativa (GC).

Empresas de capital aberto, por exemplo, já têm um histórico positivo no que se refere ao reforço trazido pela GC e pelo compliance, na hora de conseguir aproximar as fontes de capital e financiamento das atividades da empresa. Assim, é mais fácil conseguir investimentos quando o negócio passa uma imagem de regularidade, accountability — prestação de contas —, ética e profissionalismo ao mercado.

Sobre o contexto da análise de crédito, a lógica é basicamente a mesma. A aprovação do crédito, em grande medida, está associada aos riscos que o concedente considera existir na transação. É aí que entre a Governança Corporativa, ela atesta a capacidade de gestão e, consequentemente, de pagamento das obrigações financeiras. Quer entender melhor o papel da GC na aprovação de crédito? Então, continue a leitura!

Qual é o papel da Governança Corporativa?

Governança Corporativa se refere a processos e procedimentos de governabilidade de uma empresa. Ela se baseia em uma estrutura, assim como na administração pública, com o intuito de manter a organização e o pleno funcionamento dos processos do negócio.

Por isso, é formada por membros — presidente e diretores do conselho — que exercem suas atividades sob o espectro de garantias legais e regulatórias, políticas e regimentos internos, que também garantem o direito a todos os demais agentes que compõem a infraestrutura hierárquica. O papel da Governança Corporativa inclui:

  1. estruturar o relacionamento entre acionistas e todos os stakeholders da organização;
  2. definir políticas e normas para garantir o compliance corporativo e todos os seus requisitos;
  3. delimitar diretrizes estratégicas e parâmetros para o pleno funcionamento dos processos, motivação dos autores e adequação das rotinas, que estejam de acordo com os objetivos e metas desejados, mas também com os valores e missão da organização.

Quais são os princípios da Governança Corporativa?

A globalização do capital possibilitou às empresas investir ou receber investimento de corporações de todos os lugares. Isso motivou a criação do termo Governança Corporativa, que se relaciona com o nível de confiabilidade da gestão e a capacidade de pagamento de obrigações financeiras. Dessa forma, é a GC que confere segurança a quem investe e impede possíveis fraudes.

Em 2015, os princípios da Governança Corporativa foram aprovados pelo G-20 e pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) com o intuito de estimular o progresso econômico e o comércio mundial. Confira os seis princípios abaixo:

  1. proteger e facilitar o exercício dos direitos e garantir o tratamento igualitário dos acionistas, incluindo os minoritários e estrangeiros, que também devem obter compensações efetivas em caso de violação dos seus direitos;
  2. promover mercados transparentes e justos, garantir alocação eficiente de recursos, ser condizente com o estado de direito e apoiar a aplicabilidade e supervisão dos princípios da GC;
  3. reconhecer os direitos dos agentes de negócio estabelecidos por lei ou por meio de acordos mútuos, estimular a cooperação entre empresas que compõem o mercado para a criação de riqueza, empregos e na sustentabilidade;
  4. incentivar a cadeia de investimento e possibilitar aos mercados de ações o funcionamento de acordo com as boas práticas de GC;
  5. assegurar a divulgação de informação de todas as questões relevantes relacionadas à empresa;
  6. garantir a orientação estratégica da empresa por meio de um controle eficaz e a responsabilização civil dos administradores e acionistas.

Qual a relação entre a Governança Corporativa e o processo de análise e concessão de crédito?

Como dito, o processo de análise e aprovação de crédito está intimamente relacionado aos riscos envolvidos na relação. Inclusive, estas são as funções desse processo: identificar e minimizar riscos.

Nesse sentido, a GC tem um papel crucial. As boas práticas gerenciais envolvidas na governança acabam por refletir na maneira como a empresa lida com suas informações — sejam elas fiscais, tributárias ou financeiras —, organiza suas atividades e atua no mercado.

Por isso, é muito mais fácil e seguro para o concedente do crédito dimensionar os riscos da operação, já que o solicitante tem um rigor com suas informações e reforça a transparência de todo o processo.

Quais as vantagens de manter uma boa governança em âmbito corporativo?

Confira quais as vantagens conquistas pelas empresas que mantêm regularidade quanto às suas contas, transparência e a liquidez do seu fluxo de caixa, características de uma boa Governança Corporativa.

Reduz as taxas de captação

Com as atividades devidamente organizadas e documentadas, empresas com uma boa estrutura de governança tem mais facilidade em encontrar fontes de capital e, mais do que isso, se tornam mais atrativas para os credores. Desse modo, os custos e o tempo para a captação de recursos de terceiros tende a reduzir bastante.

Diminui as restrições de financiamento

Outro reflexo direto da Governança Corporativa é a redução das restrições de financiamento. As empresas credoras tendem a identificar menos riscos ao negociar com terceiros em situação de regularidade. A transparência na conferência das informações, como o potencial financeiro do solicitante, é um dos motivos que justificam a retirada dessas restrições, o que torna o acesso às linhas de crédito mais simplificado e barato.

Atenua os riscos de crédito

A análise de crédito moderna é baseada em dados. Informações do solicitante, constantes em diversas fontes, são utilizadas para mensuração de riscos e viabilidade da operação. Ao se valer da Governança Corporativa, as organizações trabalham de forma mais transparente.

Auditorias, por exemplo, atestam a veracidade dos dados e reforçam o valor delas para o mercado, inclusive no momento de solicitação de recursos financeiros a terceiros. Em resumo, o que há é uma verdadeira atenuação dos riscos, que otimiza o processo de aprovação do crédito e contribui para os objetivos do negócio.

Aumenta a probabilidade da concessão do crédito se concretizar

A partir de todas as vantagens listadas, uma consequência lógica da estruturação da governança é a maior probabilidade de a empresa solicitante ter seus pedidos de crédito aceitos no mercado.

Como vimos, todo o aparato informativo que as empresas credoras têm acesso embasa melhor a decisão da concessão e faz com que as empresas solicitantes, que se apoiam na Governança Corporativa, tenham melhores resultados.

Nesse contexto, vale destacar que boas práticas de GC são fundamentais. Algumas delas são:

  1. transparência nos dados do negócio;
  2. divulgação das informações de interesse do mercado;
  3. alinhamento com o plano de compliance.

Por fim, todos os fatores listados têm grande potencial para a otimização da aprovação de crédito e reforçam a importância da Governança Corporativa nas ações da sua empresa. A Deps reuniu profissionais altamente especializados e com espírito inovador para criar uma plataforma de análise de crédito de alta tecnologia, para permitir que a concessão aconteça em tempo real e que seja segura e eficiente.

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